EXISTEM DOIS TIPOS DE MILITARES, QUAL DELES É VOCÊ?


Em meus anos na caserna sempre vi militares e mais militares, temporários e de carreira, que tudo o que faziam era reclamar. Reclamavam da escala, do rancho, do salário, dos superiores, do TFM etc.

Por outro lado, e não tão em grande escala, via militares que vibravam com a profissão, abraçavam a causa, faziam as coisas acontecerem, procuravam sempre o padrão máximo em todas as atividades e ocasiões.

Confesso que nunca entendi os pessimistas. Se as coisas estavam tão ruins assim, porque não pediam pra sair? Saia e entrava ano e eles estavam lá, reclamando. E pior, não mexiam se quer uma agulha para fazerem as coisas melhorarem e assim viviam suas vidinhas tão pobres, tão sem graça, tão pra baixo, tão cheias de mi mi mi.

Agora, dava gosto de ver os poucos que vibravam, era incrível ver os que se mantinham em pé agarrados no positivismo. Alguns, ao passar do ano infelizmente se rendiam à turma do "tá ruim" mas sempre tinham os caveiras. A esses quero aqui tirar o meu gorro, prestar a minha continência.

Onde quero chegar com esse texto? Aos reclamões vai o seguinte: senhores, parem de reclamar de tudo, nem tudo é flores mesmo. Vida militar é pau, sim é pau. E a vida civil? É pau também. Tá ruim, faça algo para melhorar. Não quer fazer nada pra melhorar, há duas opções: vibrar ou pedir pra sair. Só não seja esse cara chato que de tudo reclama, que nada acrescenta. Liberte-se disso.

Aos vibradores vai o seguinte: vibrem com moderação pois o excesso dessa virtude pode te colocar na posição da marcha do pato, fuzil em saboneteira e com a baioneta armada. Mantenham o padrão pois servem de exemplo a muitos, tanto para subordinados, pares e superiores. Mostrem à turma do "tá ruim" aquela famosa frase "tá bom porque tá ruim, seria melhor se estivesse pior". Não desistam do propósito de vocês, não se rendam aos reclamões e permaneçam assim, fazendo a diferença onde estiverem e fazendo o melhor no que estiverem fazendo.

E aí, de que lado você está? Vale a pena refletir!


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4 comentários:

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  2. Ótimo texto, vou compartilhar com uns colegas, acredito que a mensagem que passou, também serve para todas as áreas da vida! 💀💪🏻💪🏻👊🏻

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  3. Ótimo texto, vou compartilhar com uns colegas, acredito que a mensagem que passou, também serve para todas as áreas da vida! 💀💪🏻💪🏻👊🏻

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  4. Após 35 anos na ativa, quando fui para a reserva, não recebi, por parte dos companheiros de farda, com exceção do que constava em meu elogio, alguma palavra incentivadora tipo: “parabéns!”, “seja feliz”, “aproveite!”, “vai ser bom!”, “cuide da família e da saúde agora”, “descanse sua mente”, ... Todos só me perguntavam e queriam saber o que iria fazer na reserva. Como se, após todo esse tempo enclausurado (no bom sentido) dentro de quartéis, com muito “sim senhor!”, “não senhor!”, “com licença!”, “permissão para isso, permissão para aquilo!”, tirando serviço, mochila nas costas, marchas, dormindo no chão em operações por esse Brasil afora, cortando cabelo quinzenalmente, barba feita todos os dias, usando coturno, acordando cedo, participando de formaturas com sol forte ou frio intenso, sem tomar um café da manhã ou almoçar com a família em dias de semana, enfim, fazendo muitas outras coisas, eu tivesse obrigação de fazer algo agora além de descansar, me espiritualizar, ajudar minha família e curtir a vida do meu modo.
    Por fim, os companheiros ainda diziam: “vai ser mandado em casa”, “vai fazer comida”, “vai fazer faxina”, “vai lavar roupa”, “vai ser o UBER da família”, “vai passear com o cachorrinho”, “vai ficar deprimido”, “vai sonhar a noite”, “vai levantar de manhã e colocar farda”, “o tempo não vai passar”, “vai ficar doente se não fazer nada”, etc... Como se fazer algumas dessas atividades, que já não são novidades para muitos militares, ou o que eu bem entender para mim ou para minha própria família fosse algo de outro mundo.
    Surpreendi-me muito com esse medo que assola os milicos e que eu desconhecia. Não recebi realmente nenhuma palavra que me encorajasse, caso fosse realmente necessário.
    No mundo civil, fora dos quartéis, seja no serviço público, privado ou até mesmo os trabalhadores autônomos, todos estão “loucos” para se aposentarem, após um longo tempo pagando um valor para a previdência do INSS ou para aposentadoria pública ou privada, com uma remuneração final muito menor que a de nós militares. Então, não consigo entender esse trauma que assola os mesmos: A tal de reserva remunerada.
    Pois agora, após algum tempo na reserva, eu digo para os que estão para passarem para a reserva, após seus 35 anos de serviço: a inatividade só tem dentro de sua cabeça e que é muito bom não ter horário para acordar, ir para uma academia de ginástica sem olhar para o relógio, cortar o cabelo e fazer a barba quando lhe der vontade, tomar um café da manhã ou almoçar com a família em dias da semana, ir para o litoral sem dia para voltar, passear e fazer viagens que não sejam as impostas pelas transferências, estudar um pouco, ler um bom livro, ir pescar em dia de semana, aproveitar um pouco mais seus pais caso ainda estejam neste plano físico, visitar os irmãos que você mal conversava, conversar com o vizinho que você mal via, transportar seus familiares para lá e para cá, se espiritualizar (o que falta para muitos), cuidar de sua saúde mental, resgatar os amigos de infância que ficaram para trás, assim como os parentes, quem sabe montar um negócio pequeno que não lhe tire todo o tempo, e até mesmo realizar trabalhos domésticos, afinal isso não tira pedaço de ninguém e muito menos de nós militares. Digo, ainda, para os temerosos, que é necessário cortar o cordão umbilical com o quartel, não com o Sistema, e se isso não for realizado agora terá que ser feito mais tarde, quando não lhes restará alternativa e estarão mais frágeis ainda, pois o tempo passa.
    Para aqueles que desejarem ficar mais uns 10 ou 15 anos além do tempo previsto (misericórdia), quem sabe em virtude desse medo que os assola, seja de farda ou em traje civil, cumprindo expediente e com toda a hierarquia e disciplina que a caserna lhes impõe, o meu conselho é que quando tiverem a coragem de passarem realmente para a reserva, isto é, definitivamente, com 65 ou 70 anos de idade e, talvez, algum dinheiro no bolso, que não se esqueçam de aproveitar o tempo que lhes resta, seja fazendo faxina em casa, realizando transportes para a família ou até mesmo uma oração.

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